Depois de uma madruga lendo sem parar, no domingo de manhã terminei de ler Maus, de Art Spiegelman. Muito bom, sem dúvidas, merece os elogios que teve. Passarei aqui minha impressão.
A primeira coisa que, eu acredito, devemos definir, é a questão de ser uma obra em quadrinhos com personagens antropomórficos contando a história de judeus, mais precisamente o pai do autor, antes e durante a segunda guerra mundial.
Explico a questão. Por que fazer tal obra em quadrinhos? Por que não um filme, um livro? Por que usar a distância para com a realidade que uma obra em quadrinhos traz?
Acho que o que acaba sendo mais humano e comovente na obra é a relação de Artie com seu pai. Na história Art visita o pai sempre em busca de histórias sobre a segunda guerra, de modo a poder concluir a obra que está planejando. E temos impressão de que as visitas se resumem a isso. Artie parece não dar a atenção que seu pai pede, sendo ela exagerada, ou necessária.
E é ai que temos a resposta do por quê da obra ser em quadrinhos. Este fator faz com que percebamos a necessidade do autor se expressar em relação a sua relação com o pai, e com sua mãe, já falecida na história.
Uma bela obra. Deveria ter lido antes.

